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Meu filho Artur Cook no programa É de Casa

artur cook

Por causa do meu blog, entraram em contato comigo para participar do programa É de Casa, da Rede Globo. Perguntaram-me se eu gostaria de fazer um prato no programa. Só que eu teria de ter uma história de algum prato, algo interessante para contar. Falei que minha vidinha era muito 3 x 4 e que a única história de comida que eu tinha eram as noites em que meu filho Artur Cook chegava da faculdade e nós dois íamos para a cozinha, conversar e cozinhar, ou, simplesmente, tomar um chá. Claro, eu sempre era a ajudante, pois ele é bem mais habilidoso do que eu. Nada de arroz com feijão – isso é para mim. Ele gosta é de fazer receitas elaboradas – quanto mais complicada, melhor. Falei da Nêga Maluca (veja a receita aqui) que ele faz e do Filé à Wellington, que é uma delícia.

Para fazer essas receitas, muitas vezes, ele pesquisa em sites sobre cada ingrediente. Esses dias ficamos discutindo se pode ou não lavar os cogumelos. Ele foi pesquisar e viu um vídeo em que eles lavavam, secavam bem, pesavam os cogumelos. Eles perceberam que o peso era o mesmo, antes e depois, ou seja, eles não absorviam a água. No entanto, é muito importante enxugá-los bem, porque, quando entram em contato com o calor, aí sim eles viram uma esponja. São essas alquimias da culinária que ele adora.

Então foi assim, o pessoal do programa gostou da história e pediram um vídeo dele. Perguntei se ele gostaria de participar, aí ele me disse: “Pô mãe, tu me metes em cada uma, passar vergonha ao vivo e em rede nacional, é demais pra mim!”. Vai e vem e, com jeitinho, consegui convencê-lo. No final, ele adorou a experiência, disse que foi pura curtição.

No programa ele fala do primeiro prato que ele fez na vida, que foi a Nêga Maluca, como se chama aqui no sul, um bolo de chocolate com cobertura cremosa. Veja a receita aqui.

O Tutuia, para os íntimos, é assim, um rapaz quieto, curioso, às vezes sarcástico, às vezes chato, estudioso, cheio de amigos e muito querido. Hoje ele mora no Rio de Janeiro e eu ainda não me acostumei com essa distância. Choro a cada vez que ele vai embora. Vai entender a cabeça de uma mãe!

Ele gosta muito de fazer comida para os amigos, mas não quer ser chef de cozinha, adora muito mais a engenharia.

E eu, meu filho, só quero que você seja feliz, mais nada!

Veja aqui o vídeo da participação dele no programa.

 

Veja aqui a receita completa.

 

Receita do molho para acompanhar o Filé Wellington

  • 1 cebola roxa picada
  • 3 dentes de alho picados
  • Pimenta preta em grãos
  • Tomilho
  • Louro
  • Alecrim
  • 1/2 xícara de chá de vinagre balsâmico
  • 1 xícara de chá de creme de leite
  • 1 xícara de chá de vinho do porto tinto 250g manteiga gelada
  • sal

Modo de fazer:

Na mesma panela em que foi feito o filé, coloque um fio de azeite e refogue a cebola e o alho. Misture alecrim, tomilho e louro a gosto. Amasse a pimenta com uma faca e junte ao refogado. Junte o vinagre balsâmico, o vinho do porto e deixe reduzir até quase secar. Desligue e acrescente o creme de leite. Bata o molho no liquidificador com a manteiga e tempere com sal.

Reaqueça o molho. Retire o Bife Wellington do forno, corte em fatias e disponha em pratos. Jogue o molho por cima. Se quiser, decore com ervas frescas e sirva com batatas gratinadas.

9 comentários
  1. Regina H. M. Scarpel
      • Regina H. M. Scarpel
  2. Sonia Pires

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