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Decoração sem um tostão

Uma vez ouvi o Marcelo Resenbaum falar que quando alugou seu primeiro escritório de arquitetura, não tinha dinheiro na época e que foi bom. Ele se refereria a isso porque são nessas épocas em que temos que ser mais criativos e que impõe tirar coisas do baú, mudar móveis de lugar, misturar sobras de tintas, colher flores do próprio jardim, ou roubar no quintal do vizinho. Só aí nos damos conta de quantos objetos guardados podem viram ótimos itens de decoração e que a simples mudança dos móveis faz com que o ambiente tenha nova vida.
E é justamente nessa época que me encontro, orçamento apertado e criatividade a mil. Isso fez com com eu desse uma mexida na minha sala.

Veja abaixo as soluções que encontrei para redecorar minha sala, sem gastar um tostão.

Sempre que encontro toalhinhas de crochê ou crivo vou comprando simplesmente porque acho lindinhas, sem saber exatamente o que fazer com elas E vou guardando, para quem sabe um dia, usar de alguma forma. Ontem me veio a ideia de como usá-las. Juntei as toalhinhas sobre a mesa formando um trilho e sobre elas coloquei objetos antigos, como a cafeteira e xícara que herdei de minha mãe e os vasos que comprei em lojas de antiguidades. Hoje vou sair para comprar as flores.
Procurei agrupá-los horizontalmente sem usar muita simetria nessa composição para poder dar um interesse a mais a decoração.

Uma bèrgere velha que minha filha achou numa caçamba de rua em São Paulo, já tinha sido restaurada mas precisava de uma nova reformulada, como não estou certo do que fazer, coloquei sobre ela um trilho de mesa comprado numa feira de artesanato e uma almofada que comprei na Turquia. Ao lado desencantei uma luminária Tiffany que estava guardada, uma orquídea que ganhei de uma amiga e no chão um pato de barro comprado numa loja de beira da estrada, todo pintado no mesmo branco fosco. A mesa de rattan veio do meu quarto.

Comprei de uma tia essas louças para café abaixo. São do início do século passado. Coloquei-as sobre uma bandeja de espelho e ao lado um luminária bem alta com um ar melancólico(?).

Quando algum amigo vem em minha casa e diz “que chique”, penso, …humm! tem alguma coisa errada, pois o comentário que gosto de ouvir é “que casa gostosa”, ai sim!… essa é minha casa. Gosto de casa com alma, com vida, sem a preocupação em sujar ou riscar. Gosto que as pessoas se sintam à vontade para que possam voltar sempre. E acredito que estou conseguindo isso.

Mudei móveis e tapetes de lugar, eliminei alguns móveis e objetos, desencantei outros, fiz um pout pourri de recordações na parede. Mudei livros e objetos na estante. Mexi e remexi e no final o resultado foi um ambiente renovado, simples, agradável e sem gastar um tostão, como eu gosto.

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