Menu

A Jardineira – Parte I – Memória Rural

Há muito tempo eu estava querendo voltar ao sítio de minha amiga Maria Helena e semana passada, munida de máquina fotográfica, tripê, lentes, marido e minha amiga de todas as horas, a Cris, lá fomos nós subir a Serra Catarinense, rumo ao município de Rancho Queimado. Mais precisamente no distrito de Taquaras.

 

Logo que saímos da SC 282, no caminho para Taquaras, pegamos uma estrada de chão. De repente ela se transformou num caminho dos sonhos, ladeada de hortênsias. Veja o vídeo acima.

A entrada do sítio mostra um pouco do que vamos encontrar dentro dele. O nome A Jardineira foi uma forma que sua filha, a arquiteta Anna Carolina Diniz, encontrou para homenagear sua mãe.

Hoje, aposentada, Maria Helena vive com seu marido nas lidas do seu sítio, onde a natureza lhes devolve em verdes e flores exuberantes todo amor que eles plantaram.

Passamos por um caminho cheio de galinhas, galos e perus. E pasmem, todos eles morrem naturalmente, nenhum animal é abatido para consumo.

Mas sobre a natureza e a beleza do sítio eu falo em outro post. Hoje eu vou falar sobre:

A Casa da Memória Rural

Essa casa da foto acima mora um casal imaginário. Isso mesmo, uma casa/museu, toda montada como se ali vivessem um casal e sua filha, no início do século XX. Uma casa onde supostamente mora uma costureira, seu marido marceneiro e sua filha pequena.

A Garagem

Antes de entrarmos na casa fomos visitar as charretes e carroças na garagem.

 

Ao lado um poço para e retirada de água fresca.

 

A Marcenaria

Um verdadeiro deleite para quem conhece o ofício. Maria Helena disse que todos os objetos ela ganhou de marceneiros da região, como ela mesmo disse: os verdadeiros Gepettos.

 

A Sala de Costura

Num quarto ao lado, a dona da casa, uma costureira de mão cheia, fazia roupas para toda a família e para a vizinhança, com suas máquinas de costura manual.
Seus modelitos eram primorosos, feitos em linho, algodão ou seda, com rendas de puro algodão e fitas de cetim. Todos os utensílios eram trazidos da capital pelos caixeiros viajantes.
Na mesma sala de costura, uma cama para o soninho da tarde, um espelho e um roupeiro para guardar as roupas que estão sendo costuradas.

A Sala de Visita

Logo que entramos na casa vimos um belo pinheiro de Natal natural com bolinhas de vidro, como se fazia antigamente.
A sala de jantar era usada somente para ocasiões especiais.
Sobre a mesa de centro, uma toalha feita em crochê e um lindo vaso de vidro, em forma de cesta e dentro dele sobras de enfeites de Natal.
No outro canto da sala, duas espreguiçadeiras nos convidam ao descanso, enquanto olhamos a paisagem da janela.
Essa tipo de planta era muito comum naquela época.

A Cozinha

Logo na entrada da cozinha nos deparamos com um louceiro, com suas louças dispostas sobre toalhinhas de crochê.
A cozinha nos leva a memória dos sabores e aromas das refeições que ali eram preparadas.
Espigas de milho secavam sobre o fogão, pois era o local mais seco da casa.

 

Como não existia água encanada no meio rural, as louças eram lavadas em jirau, ou girau, uma espécie de prateleira de madeira, onde se colocavam a bacia com água.

Reparem no porta talheres, feito em tecido e bordado em ponto-cruz.

O fogão ficava o dia todo acesso e sempre estava a mão um bule com café quentinho. Também o ferro, com brasa dentro, sempre disposto sobre a chapa de ferro quente.
Da mesa, enquanto faziam suas refeições, a família podia ver o jardim da janela.
Outros louceiros mostram preciosos exemplares de louças da época.
Por toda a cozinha os utensílios eram dispostos lindamente. Por isso a preocupação da dona da casa em deixar as panelas areadas, uma forma de dar brilho as panelas obtido esfregando areia bem fina sobre o alumínio.

A Despensa

Na despensa vidros de conserva esperavam pela nova safra de morangos, abundantes na região.
Panela para esterilizar os vidros de conserva.
Como não era fácil e de se encontrar recipientes, tudo era guardado, como vidro de Sadol, Água Inglesa Fontoura e Leite de Bismuto Composto.

O Quarto da Menina

Muitos fru-frus e babados enfeitam a cama da menina.
Seus vestidinhos feitos pelas mãos habilidosas da mãe costureira, ficam dispostos em araras de madeira.
Os brinquedos de madeira da menina eram, a maioria, feitos pelo seu pai, na marcenaria atrás da casa.

Quarto do casal

O berço que foi usado pela menina, ainda fica no quarto do casal.

O Jardim

Jardim em frente a Casa da Memória Rural
Tudo no sítio A Jardineira é lindo. Um dia de fotos não foi o suficiente. Vou voltar e ainda tenho muito para mostrar, como a casa do Papai Noel e a Pousada que está sendo construída, tudo com muito conforto e bom gosto que só a Maria Helena, seu marido Florisvaldo e sua filha Anna, sabem fazer.

Um verdadeiro Resgate de Boas Sensações!

 

 

16 comentários
  1. ana
  2. IRIA SCHNAIDER
  3. Anésio Schneider

Deixe seu comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *