Como a maioria dos meus amigos já sabe, eu não tenho religião. Aprendi a viver o bem sem elas. Ainda assim, tenho um carinho enorme pelos rituais religiosos. Talvez porque eles me levem direto para a infância, lá na pequena e italiana Urussanga, onde domingo de manhã era dia de vestir a melhor roupa e ir à missa.
Eu, que sempre fui elétrica, sofria para ficar quieta na igreja. Era uma coceira que aparecia do nada, uma tosse inconveniente, um acesso de riso fora de hora… tudo o que não podia acontecer, acontecia.
Mas a recompensa vinha depois, bem ali, em frente à igreja. Meus pais ficavam conversando com os amigos e eu ganhava o mundo para brincar com os meus. E quando tinha festa de igreja, aí sim era alegria completa: roleta, prêmios improváveis como uma galinha assada ou uma garrafa de vinho… tudo virava pura diversão.
Quando criança, eu tinha na parede do quarto a imagem de um anjo da guarda lindo. Dias atrás, encontrei essa mesma imagem em uma loja de artigos religiosos. Digitalizei, reduzi e coloquei numa moldura antiga que já morava comigo. Os santos que hoje compõem o cantinho do meu quarto são presentes de amigos e lembranças de viagens. O São Jorge, confesso, comprei numa loja de decoração.
Aquele ramo seco atrás da moldura me foi dado por uma amiga, que disse ter sido bento num Domingo de Ramos. Minha mãe também guardava esses ramos. Quando a tempestade se aproximava, ela os queimava enquanto rezava baixinho:
“Santa Bárbara, São Simão,
livrai-nos dos raios e dos trovões”.
Memórias que ficam. Rituais que aquecem. Fé do jeito que cabe no coração.







Oi, Léia! Adoro essa imagem do anjo da guarda com o casalzinho, e mesmo sendo da mesma "turma" dos sem-religião (mas em busca do crescimento espiritual), tenho um "santinho" com ela no meu pequeno altar. Com essa moldura ficou muito lindo! Bom fim de semana! Beijo
Sabe, Léia?Eu ando muito sem fé, mas meu marido Zito tem o suficiente por nós dois. Temos uma gruta natural na casa do sítio (nossa Senhora de Lourdes) e ele acende velas sempre que estamos lá. E sempre vamos a Angelina agradecer as graças alcançadas. Será que é ter fé fazer esses rituais?
Leia, muito interessante esta volta a infancia e adolescencia. Resgatar estes momentos é importante… tambem sou do sul e descendente de italianos e a religiosidade faz parte da estoria da italianada rsrsrs…bjs
Cantinho adorável Léia. A travessia das crianças na ponta sendo protegidas por um anjo da guarda também me traz lembranças de infância e tenho um desses na minha casa. Parabéns!!!
Esse meu cantinho já esta bem diferente, tem mais imagens de entidades religiosas que ganho dos amigos…bjsss
Acho tão bacana ter coisas em casa que nos reportam a uma memória afetiva. Eu valorizo muito isso na decoração.Beijos.
É verdade….Tudo que dá aconchego é bem-vindo!…bjsss
Lindo e até um pouco romântico!!
Obrigada Mônica…sou digamos uma tecno-romântica…kkkkk..bjsss